Na UTI: A triste realidade da saúde pública brasileira

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A maneira como a pessoa humana é tratada quando necessita de atendimento de saúde, mostra a triste realidade da administração pública em zelar por esse direito garantido constitucionalmente. Descaso, negligência e principalmente a fala de respeito com os cidadãos é um assunto que merece atenção, uma vez que nosso bem maior está em discussão, nosso bem-estar, nossas vidas.

É dever do Estado e não faculdade, proporcionar o mínimo de condição para que a população possa ter dignidade quando necessitar de cuidados. Todavia, o que ela encontra é uma verdadeira atrocidade no atendimento. As mais diversas barbáries suportam aqueles que precisam – não tendo outra escolha – utilizar o SUS – Sistema Único de Saúde.

Esperas que parecem intermináveis, uma vez que ali estão na maioria dos casos buscando a urgência no tratamento. Ainda, quando conseguem são surpreendidas por falta de estrutura física e humana. Ausência de profissionais qualificados e capacitados, remédios e equipamentos insuficientes para a demanda é o dia a dia vivido por aqueles que trabalham e por aqueles que buscam ajuda no sistema de saúde.

Consultas marcadas somente para meses a sumir de vista, mesmo o paciente necessitando de socorro imediato. Enfermos sendo cuidados nos corredores, nas próprias macas. Pacientes literalmente tendo a vida ceifada sem ao menos saber a causa da morte. Ambulâncias em estado crítico de funcionamento, muitas das vezes não tendo nem o próprio combustível para prestar o devido apoio. Essa é a triste realidade da saúde pública do Brasil.

E para aqueles que têm o plano de saúde? A realidade apesar de distinta, em contrapartida força o usuário a reservar e a desviar recursos e economias que poderiam ser aplicados em outros locais caso a Administração Pública cumprisse com o seu papel perante a sociedade.

Cada dia que passe o aumento das mensalidades dos planos de saúde deixa o beneficiário mais preocupado, pois, sua força para o trabalho diminui e consequentemente seus rendimentos, contudo, a alta é crescente e constante das parcelas.

Quando falamos em saúde, não estamos apenas tratando do atendimento hospitalar médico ou de quando a pessoa precisa ir ao posto de saúde ou centro especializado ou hospital para atendimento. Saúde é bem mais que isso.

As novas doenças que surgem com tamanha rapidez e poder de destruição. As drogas presentes na sociedade, sendo lícitas ou não, tabagismo, alcoolismo, tudo isso também faz parte e merece tutela pela Administração Pública.

Terapias da medicina complementar como homeopatia, acupuntura, fitoterapia e muita fé também são utilizadas pela população para tentar conter os avanços das doenças.

Sendo a saúde pública um direito social e um dever do Estado caso realmente os recursos destinados para tratar as doenças, realizar a prevenção, bem-estar, físico, mental e social fossem integralmente aplicados e fiscalizados a qualidade de vida da população seria outra.

Atenção à saúde básica é outra medida adota pelo Ministério da Saúde. Porém, tal política senão tiver o apoio do Governo Federal, Estadual, Municipal, conjuntamente com equipes formadas por multiprofissionais como médicos, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, agentes comunitários, entre outros, será uma ação desnecessária, em vão.

Ou seja, inúmeras são as responsabilidades de quem tem o dever, a obrigação de proteger a sociedade, a população. Ninguém suporta mais promessas e promessas. Exigem e merecem o mínimo de respeito e dignidade. É uma afronta a nossa Constituição da República Federativa do Brasil.

A afronta é maior ainda a população quando constatamos que quem deveria zelar pela criação, execução e fiscalização das leis, na maioria esmagadora, pelo fato ou de terem planos de saúde privados ou verbas destinadas a zelar pela sua saúde e de sua família ou pelo fato dos salários acima da média nacional da população, nem sequer sonham em colocar os pés nos postos de saúde comunitários, hospitais públicos, centros de apoio, unidades de pronto de atendimento.

Eles não são culpados por terem essa condição especial e privilegiada de apoio à saúde ou um salário muito maior em relação aos dos demais, num país onde falta contraprestação em tudo quando se trata da Administração Pública. Pelo contrário, são felizardos. Mas o que ocorre é que além de possuírem os poderes necessários para fazer algo de bom e de acordo com a lei, muitos esquecem da população e pensam apenas nos interesses pessoais.

Assim, caso os membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dependessem exclusivamente do atendimento oriundo da saúde pública, a realidade para a população seria outra.

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