Conselho Tutelar se compadece da história de vida da mãe que queimou mãos do filho num fogareiro em Codó

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O vídeo feito por uma professora e as fotos foram parar nas redes sociais na semana passada.

Mostram, além de uma tentativa de conversa da professora com o garoto que pouco responde, as mãos de um menino de apenas 6 anos de idade com dedos queimados em brasas de um fogareiro.

Mãos do garoto dias depois do castigo

O que mais chamou a atenção nesta história, tratada como um ato cruel, é que as queimaduras foram provocadas pela própria mãe da criança.

A identidade dela está sendo mantida em sigilo por questão de segurança por causa da repercussão do caso aqui em Codó, mas ela já foi ouvida por duas conselheiras e a história colhida  é a seguinte:

A criança pediu um brinquedo que lhe foi negado, mas ele viu a mãe guardando R$ 50 em casa, quando a genitora saiu para o trabalho ele pegou o dinheiro e comprou o brinquedo colocando de volta, no mesmo lugar, apenas o troco, R$ 20. Quando a mãe chegou em casa e constatou o que havia acontecido ficou muito irritada, castigando o garoto colocando as mãos dele no fogareiro.

COMOÇÃO DAS CONSELHEIRAS

As conselheiras ficaram chocadas com o que  constataram, mas acabaram se comovendo com a situação da família.

A mãe acusada é solteira, cria o garoto castigado, a irmã dele mais nova  com paralisia cerebral e ainda cuida da mãe que  sofre de problemas mentais, isso, claro, tendo de ir para o emprego diariamente já que não tem quem à ajude.

Rosa Moura Silva explicou que ela será responsabilizada pelo que fez, mas neste momento está precisando mais de ajuda do que de  ser penalizada, por isso acionou os órgãos de defesa social do município.

 “principalmente pro CREAS, pra acompanhar a família em termos de psicólogo, assistente social e  para o CRAS para que venha assistir essa família em termos de benefícios sociais (…) A gente ta tentando preservar essa família para que  não venha sofrer mais punições porque a gente  percebeu que ela não é essa mãe cruel como tá sendo tachada, que tem pessoas que dependem, sim, dela”, disse a conselheira.

CONTINUA NO MESMO LAR

O menino não foi retirado da residência onde teve os dedos queimados, esta conselheira sustenta que, por enquanto,  o Conselho Tutelar, por unanimidade, não ver necessidade deste afastamento do lar.

 “No momento a gente não ver necessidade disso, a mãe vai responder, lógico porque o caso está sendo encaminhado ao Ministério Público e aí o Ministério Público vai chamar essa mãe, com certeza, pra uma conversa ou se houver necessidade de punir aí sim”, garantiu a conselheira Arléia da Luz Cunha

O fato aconteceu dia 24 de novembro de 2017.

Fonte: blog do Acélio

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