BITA DO BARÃO, UM MITO CODOENSE

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A cidade de Codó, autodefinida como a “capital mundial da feitiçaria”, já está se preparando para os tradicionais festejos dos Santos e Orixás, da Tenda Espírita de Umbanda Iemanjá, que foi fundada no dia 24 de janeiro de 1954.

Mais de meio século de fundação e até hoje atraí centenas de curiosos e pesquisadores, inclusive estrangeiros. Mas, o grande entusiasta dessa festa é nada mais, nada menos do que Wilson Nonato de Souza, o Mestre Bita do Barão, amado por uns e odiado por outros.

Mestre Bita virou uma instituição e recebe verbas dos governos municipal e estadual. Ele é amigo pessoal e compadre da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

As festividades vão acontecer no próximo mês de agosto e, por isso, as brisas dos babaçuais dos Cocais Lestes, através de suas ventarolas gigantes, que são as folhas das palmeiras, ajudarão a aumentar o eco dos tambores de Codó.

De acordo com pesquisadores do tema: “Lá tudo é grandioso… É um apreciável Palácio de Iemanjá com sua vistosa e rica Galeria dos Orixás, com destaque para as evocações ao Caboclo Sete Flexas, São Jerônimo, a Sereia Rainha do Mar, à Iansã do Fogo, nesta parte do recinto, logo no primeiro contato se sente o vento, luzes e cores sobrenaturais.

Mestre Bita do Barão de Guaré é o pai-de-santo mais bem-sucedido, respeitado, amado e temido do Maranhão. Vive a 290 quilômetros de São Luís, em Codó, cidade que se intitula “capital mundial da feitiçaria”. Existem ali, para uma população de 120 mil almas, 260 terreiros de umbanda e mais de 200 “mesinhas” informais.

Mestre Bita se apresenta como “comendador da República”, exibindo a comenda que ganhou em 1988 do então presidente José Sarney. Os rituais praticados por ele diferem da umbanda tradicional. Não cultua “espíritos”, por exemplo, mas “encantados”.

“Sabe quando um barco, sem mais nem menos, some no mar?”, pergunta. “São os encantados.”

Do: cabeça de cuia

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