Diretor do SAMU de Coroatá operava esquema que desviou R$ 18 milhões da Saúde do MA

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O assessor técnico da Secretaria de Saúde do Maranhão e diretor do SAMU de Coroatá, Mariano de Castro Silva, é apontado como operador do esquema que desviou mais de R$ 18 milhões dos cofres da Saúde por meio de funcionários fantasmas e empresas de fachada.

A teia criminosa foi desarticulada durante a 5ª fase da operação Sermão aos Peixes – denominada Pegadores- deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16). 17 pessoas foram presas, incluindo Mariano de Castro.

Segundo documento obtido pelo Blog do Neto Ferreira, o assessor movimentou financeiramente cerca de R$ 31.441.448,10 milhões entre os anos de 2014 a 2016 como pessoa física.

A PF diz que Mariano recebeu milhares de reais da empresa G.P. Serviços de Saúde, subcontratada do Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania-IDAC, que possuía as mesmas características das demais empresas ligadas à saúde: não possui empregados, tampouco sede de funcionamento. Há indícios de que o assessor é quem administra a G.P. Serviços de Saúde.

“Verifica-se que a empresa G.P. Serviços de Saúde recebeu um total de R$ 6.950.313,81 milhões das Organizações Sociais Instituto de Cidadania e Natureza – ICN e do Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania- IDAC e repassou para Mariano um total de R$ 302.115,00 mil”, revelou a PF.

Além da G.P Serviços de Saúde, Mariano recebeu quantias indevidas de outras empresas de fachada subcontratadas pela SES, o que levou ao total de R$ 590.813,70 mil repassados para ele entre o período de março de 2015 a junho de 2016.

“Mariano era responsável por montar e executar uma contabilidade paralela, que era encaminhada para as Organizações Sociais a fim de fraudar as prestações de contas e ajustar os valores efetivamente gastos com aqueles previstos nos contratos firmados com o Governo do Maranhão”, ressaltou o inquérito da Polícia Federal.

Fonte: Neto Ferreira

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